terça-feira, 24 de julho de 2018

Xiaomi lança smartphones Mi A2 e Mi A2 Lite com Android Go



Após alguns rumores e vazamentos, a Xiaomi anunciou oficialmente o lançamento de dois novos smartphones na Europa, o Mi A2 e o Mi A2 Lite. Ambos têm componentes de celular intermediário e vem equipados de fábrica com o Android Go, uma versão do sistema operacional do Google que não é personalizado pela fabricante e tem atualizações garantidas pela empresa.

Como o próprio nome indica, o Mi A2 é um sucessor direto do Mi A1, lançado ano passado. Ele é baseado no Xiaomi Mi 6X, que é vendido apenas na China, dividindo com ele o design e as especificações, como uma tela LCD de 5,99 polegadas e resolução 1080p, processador Snapdragon 660 e bateria de 3.010 mAh.
A câmera frontal tem 20 MP, enquanto a traseira abriga um conjunto duplo de sensores com 12 MP e 20 MP. Assim como acontece com o Mi 6X, o Mi A2 não tem uma entrada tradicional para fones de ouvido, mas vem com um adaptador Tipo-C na caixa. Existem três opções de memória e armazenamento, com a mais cara oferecendo 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.

Enquanto isso, o Mi A2 Lite é um pouco menor, tem especificações mais modestas e traz algumas diferenças no design, como a presença do entalhe na parte superior da tela e a volta da entrada para fones de ouvido. Seu visor LCD tem 5,84 polegadas com resolução 1080p, o processador é um Snapdragon 625 e as configurações máximas oferecem 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento.
As câmeras também são inferiores, com uma frontal de 5 MP e um conjunto na traseira de 12 MP e 5 MP. No entanto, a Xiaomi está dando um grande destaque para a bateria de 4.000 mAh, com a promessa de que ela será suficiente para dois dias de uso contínuos.
Os preços podem variar bastante dependendo da configuração escolhida, com o Mi A2 custando entre €249 (R$ 1.098) e €349 (R$ 1.539), enquanto o Mi A2 Lite pode sair por €179 (R$ 789) ou por €229 (R$ 1.009). Ambos começam a ser vendidos ainda esta semana na Espanha e a Xiaomi anunciou que vai expandir a oferta para outros 40 países.
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Cientistas criam uma rede de circuitos com um material diferente: DNA


Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia criaram uma rede neural baseada no DNA, com a capacidade de reconhecer padrões  de forma bem parecida com o que o cérebro faz. Para isso, eles providenciaram uma espécie de sopa de moléculas, derramaram o líquido em um tubo de ensaios e o ensinaram a diferenciar nove padrões distintos.
Parece complicado, mas os pesquisadores envolvidos no projeto criaram uma grade de circuitos customizada, feita com base no DNA, para que fosse possível reconhecer a escrita à mão. Depois, traçaram números de 1 a 9 com o DNA e criaram a rede neural. Por fim, uma sequência específica de DNA é colocada nessa rede, e a sopa brilha em cores específicas que mostram qual padrão está sendo lido.



O experimento fica ainda mais interessante quando consideramos que não é uma tarefa fácil fazer com que uma IA reconheça padrões, como acontece em testes que os computadores são ensinados a reconhecer escrita à mão: a caligrafia humana pode variar bastante e, quando alguém rabisca uma sequência numérica, o cérebro realiza tarefas computacionais complicadas para identificá-la. Assim, a rede neural vai “aprendendo” a reconhecer números, comparando-os com aqueles que estão em sua memória e conseguindo diferenciá-los assim.
É claro que o estudo ainda está no início, mas se trata de um projeto com bastante potencial de desenvolvimento. Parece conversa de filme de ficção científica, mas futuramente uma rede neural desse tipo poderia ser desenvolvida para levar a IA ao nível molecular, o que serviria para os mais diversos fins. Além disso, as moléculas inteligentes artificiais poderiam ser um passo importante no desenvolvimento de tintas invisíveis e até mesmo nano-rrobôs capazes de erradicar doenças.

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Ondas sonoras poderão ser usadas para diagnosticar câncer

Ondas sonoras e uma amostra de sangue poderão ser suficientes para fazer diagnósticos de câncer no futuro. O método foi demonstrado por pesquisadores do MIT e das Universidades Duke e Nanyang, na revista científica Small. O mais interessante é sua característica minimamente invasiva, em comparação às práticas comumente utilizadas.
Sobre o método consagrado, feito por meio de biópsia, o professor Tony Jun Huang (Universidade Duke) comentou que existem desvantagens, como o fato de ser invasivo e doloroso, além de administrado quando o câncer já está mais avançado, em muitos casos. Aí estaria a grande vantagem de usar as ondas sonoras, a partir de um sistema que visa à separação de células tumorais existentes no sangue.


Usando as ondas sonoras para diagnosticar o câncer, os médicos buscam detectar células tumorais circulantes (pequenos pedaços de tumor que se desprendem do maior e passam para a corrente sanguínea). Como essas células são maiores e mais rígidas do que as do sangue, as ondas sonoras conseguem movê-las e separá-las, para que possam ser feitas a coleta e a análise.
O método já está sendo estudado há alguns anos, mas a tecnologia agora foi aperfeiçoada e está muito mais eficiente e rápida. Além de diagnosticar se a pessoa tem câncer, o método não invasivo identifica onde o câncer está localizado, em qual estágio se encontra e quais medicamentos são os mais adequados para cada caso. A ideia é que a tecnologia atual funcione como a base para a criação de um chip de diagnóstico, que seja barato e descartável.


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